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Acidente paralisa operações no Porto

A colisão entre a draga Utrecht. e a boia de sinalização 4 às 3h15 desta terça-feira paralisou as operações de entrada e saída de navios no Porto de Santos, segundo informações da Praticagem.

A boia 4 fica na entrada do canal de navegação do complexo. Com a batida, ela se deslocou, impedindo as operações de navios.

Segundo a Codesp, a empresa Hidrotop, responsável pela manutenção das boias de sinalização, foi chamada. Às 7 horas, o serviço de recolocação do equipamento começou. A operação terminou às 10 horas, mas o tráfego só foi liberado pela Capitania dos Portos às 13h15.

Após as operações serem autorizadas, a primeira manobra de fato só ocorreu às 14h30. Com isso, o tráfego de embarcações ficou interrompido durante 10 horas.

A Codesp informou que, ao todo, 12 navios deixaram de operar durante o período de paralisação. A previsão, segundo a Praticagem, é que 22 navios sejam manobrados até as 19 horas.

A draga não precisou de reparos e segue em operação. Ninguém ficou ferido.

Novo guindaste já está instalado no Porto

Após atravessar o Atlântico por quase 40 dias, o guindaste gigante, modelo TCJ 350, que chegou ao Porto de Santos sexta-feira, já está instalado no cais do novo Terminal de Uso Privado (TUP) da Saipem, no Centro Industrial e Naval de Guarujá (Cing). Único no complexo portuário santista, o equipamento, que pesa 1.050 toneladas, foi deslocado da balsa onde estava para o píer da companhia. Durante pouco mais de 2 horas, sob os olhares atentos de quase 30 funcionários (entre engenheiros, técnicos e operários) e muitos apitos de alerta, a peça foi posicionada com segurança.

As quatro colunas de aço que estabilizavam o equipamento na embarcação já tinham sido cortadas no início da noite de sábado. Na ocasião, o TCJ 350, que pode medir até 136 metros de comprimento – quando articulado – também havia sido colocado em um veículo especial que faria o pequeno, porém perigoso, trajeto (entre o mar e a terra).
Às 14h22 de ontem, o guindaste de torre, fabricado pela Belleli Construction & Services S.r.l. e capaz de içar cargas de até 350 toneladas, estava metade sobre a água e a outra metade já no cais. A movimentação foi rápida, mas intercalada por breves paradas, uma vez que a balsa onde estava precisava ser estabilizada com a água de lastro nos tanques.

Exatos 26 minutos depois, a peça já estava instalada de forma provisória no Terminal da Saipem. Nas próximas semanas, os quatro guindastes de esteira (menores e de capacidade inferior - movimentação de 250 toneladas cada) que já estão na instalação, auxiliarão na montagem do equipamento maior - que será, enfim, levado para o seu lugar definitivo no cais. Ainda hoje, a balsa que o trouxe da Itália iniciará a viagem de retorno à Europa.

Durante a operação, a entrada e a movimentação de navios de carga pelo Porto de Santos foram interrompidas por medida de segurança. No entanto, aqueles que estavam em embarcação de recreio (lanchas, motos aquáticas, entre outras) e passavam pelo local, se impressionavam e faziam questão de registrar o fato.

PETRÓLEO E GÁS
O guindaste será utilizado nos projetos offshore da multinacional Saipem. Entre eles, está o escoamento de dutos e estruturas montadas no TUP da empresa no Porto de Santos para o lançamento de linhas submarinas de gasoduto interligadas ao continente.

O terminal privado, já assim denominado pela Secretaria Especial de Portos (SEP), terá três berços de atracação e atuará como base de apoio às plataformas de petróleo localizadas na Bacia de Santos. Até o momento, a instalação é considerada o maior investimento privado da cadeia de petróleo na Baixada Santista.

Nova profundidade do Trecho 3.

Dia 18 de dezembro de 2013, o Trecho 3 do canal de navegação (calha central) do Porto de Santos terá sua nova profundidade oficializada pela Marinha. A região, que vai das proximidades do Armazém 25 até o Paquetá, terá sua fundura homologada em 14,5 metros. Com isso, navios com calado (a distância entre a linha d´água e o fundo da embarcação) de até 13,2 metros poderão trafegar em segurança.

A confirmação da profundidade ocorrerá em uma reunião entre a Marinha e a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a Autoridade Portuária de Santos. Nesse encontro, também será estimada uma data para a homologação da fundura do Trecho 4, que vai do Paquetá até a Alemoa.

A informação sobre a oficialização da profundidade do Trecho 3 partiu do diretor comercial do terminal Embraport, Michael Martins da Silva, durante reunião com profissionais do mercado na última sexta-feira, na sede da instalação, que fica na Área Continental de Santos.

Para a Embraport, a homologação da nova profundidade significa a possibilidade de receber navios com maior calado. O berço da instalação já conta com 16 metros de fundura, enquanto o acesso tem 14,1 metros.

O calado máximo que será permitido no Trecho 3, 13,2 metros, é o mesmo do Trecho 1 (da barra até o Entreposto de Pesca), que tem uma profundidade de 14,9 metros, e do Trecho 2 (do entreposto até as torres de energia), com 14,5 metros de fundura.

A distância total da linha d´água até o fundo do canal não é utilizada por uma medida de segurança exigida pela Marinha.

De acordo com Silva, as armadoras aguardam ansiosas a possibilidade do envio de embarcações maiores ao cais santista. “Armadores cobram e querem operar. Já estão anunciando navios com 366 metros de comprimento para 2015 e queremos atender”, destacou.

O plano dos donos de navios é reduzir os custos transportando mais cargas. Como serão usadas embarcações maiores, o número de viagens será menor, reduzindo os gastos de combustíveis e operacionais.

O aumento da concorrência no Porto de Santos, com a entrada em operação dos dois novos terminais de contêineres, a Embraport e a Brasil Terminal Portuário (BTP), já forçaram uma redução nos custos operacionais no cais santista. De acordo com Silva, a queda nas tarifas cobradas pelas instalações dos armadores caiu entre 12% e 15%, dependendo do volume do serviço contratado.

“Até 2012, os terminais fizeram uma festa de manter os preços baixos e reajustar anualmente pra mais. Neste ano, pararam com os aumentos e baixaram o preço genérico”, disse o diretor comercial.

2ª fase

A Embraport, que movimentou 50 mil TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) no mês passado, pretende definir no início do ano que vem quando iniciará as obras da segunda fase do terminal. A ideia é começar os trabalhos em 2015.

Do plano de investimento de R$ 2,3 bilhões, R$ 1,8 bilhão já foram investidos na construção da primeira fase da instalação, o que possibilitou a entrega de 653 metros de cais. O plano da Embraport é ter 1,1 mil metros de cais operando em 2016.

Além das obras civis, será necessário comprar novos equipamentos. Seis portêineres (equipamentos que transportam contêineres entre o navio e o cais), 22 RTGs e 90 terminal tractors estão na lista de novas aquisições.

Além da data do início da construção da 2ª fase, os acionistas da Embraport precisam decidir se implantarão o terminal de líquidos, proposto originalmente no projeto do terminal. Caso contrário (uma hipótese que não é descartada), eles terão de alterar o projeto na Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). “A concentração atual é manter o tema 100% em cima dos contêineres”, destacou o diretor comercial da Embraport, Michael Martins da Silva.

O Porto de Santos

O Porto de Santos iniciou suas atividades no princípio do século XVI, operando com estruturas rudimentares até 02 de fevereiro de 1892, quando foram inaugurados os primeiros 260 metros de cais construídos. Aquele modesto atracadouro tornava-se o primeiro Porto organizado do Brasil. Impulsionado pelas exportações de café, cresceu rapidamente, com grandes e freqüentes ampliações, e atravessou todos os ciclos de crescimento econômico do País.

Está localizado a apenas 60 quilômetros da região mais industrializada do hemisfério e também do maior mercado consumidor e produtor da América Latina, a Grande São Paulo, onde vivem mais de 20 milhões de pessoas. Essa localização privilegiada contribui para que o Porto de Santos tenha dimensão e representatividade no cenário nacional, tanto pelo seu passado direto e fortemente ligado ao processo de desenvolvimento brasileiro, quanto pelo seu presente e horizontes futuros.

O complexo Portuário Santista movimenta cargas de todos os estados brasileiros. É o maior exportador de açúcar e suco de laranja do mundo, destacando-se também nos embarques de café, soja, álcool, automóveis e produtos industrializados em geral. Responsável por mais de 1/4 da balança comercial brasileira, o Porto é o grande responsável por escoar a produção agroindustrial de São Paulo e dos estados de Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás.

É um dos principais pólos de atividades econômicas da região e o maior gerador de empregos da Baixada Santista, com ênfase para os municípios de Santos, Guarujá, São Vicente, Praia Grande e Cubatão, contribuindo, assim, para aquecer o mercado de trabalho e desenvolvimento regional.

O Semafórico

Com 75 anos de atuação contínua, o semafórico dedica-se a levantar dados sobre a movimentação de navios que freqüentam o Porto de Santos e fornece informações precisas e detalhadas aos seus clientes.

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