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Notícias

Secretaria dos Portos vai investir em Santos

O setor portuário brasileiro receberá R$ 2,8 bilhões em investimentos públicos no próximo ano. Deste total, o montante de R$ 1,5 bilhão será destinado a serviços de dragagem e R$ 1,3 bilhão será aplicado na melhoria da infraestrutura. O Porto de Santos ficará com pelo menos R$ 620 milhões, que serão usados em três obras, sem contar o aprofundamento do canal de navegação, que ainda não teve um novo valor estipulado pela Secretaria de Portos(SEP).

Os valores dos investimentos foram divulgados pelo ministro dos Portos, César Borges, no 9º Seminário Internacional de Logística e Expologo – Feira Nacional de Logística, em Fortaleza(CE) na semana passada.

Borges também lembrou que o Governo Federal tem como meta o planejamento de longo prazo para os portos brasileiros, além de ganhos de escala e o aumento da concorrência. Licitações por maior capacidade de movimentação, com menores tarifas e tem pode movimentação, estão na lista de projetos, assim como a reorganização dos portos.

“O Governo Federal tem investido no setor portuário. São R$ 745 milhões em obras concluídas de dragagem, R$ 1,14 bilhão em obras de infraestrutura e R$1,7 bilhão de investimentos em obras em andamento. Estão previstos R$ 2,8 bilhões para obras com início em 2015. O Governo tem olhado para o setor portuário e investido em sua melhoria”, destacou o ministro. Entre os serviços que serão iniciados no ano que vem, o aprofundamento dos portos brasileiros é o que mais demandará investimentos. Serão R$ 1,5 bilhão. Em Santos, a SEP tenta, desde o início deste ano, licitar o serviço por três anos.

O cais santista também receberá investimentos que visam melhorar a infraestrutura terrestre.As obras da Avenida Perimetral da Margem Direita (Santos),no trecho entre Canal 4 (Macuco) e a Ponta da Praia, serão uma das frentes de trabalho. A outra envolve a construção do Mergulhão, passagem rodoviária subterrânea em frente aos armazéns do Valongo.

O programa de arrendamentos de áreas portuárias em Santos e no Pará também é uma aposta da SEP para o próximo ano. O projeto está sob análise do Tribunal de Contas da União (TCU) e não tem previsão para ser liberado.


A Tribuna Digital

Porto de Santos bate recorde operacional

O Porto de Santos atingiu um novo recorde operacional no primeiro quadrimestre do ano, ao movimentar 35,822 milhões de toneladas. O resultado é 3,58% maior do que a melhor marca até então, 34,584 milhões de toneladas, referente aos quatro primeiros meses de 2013, e 4,7 % superior ao total contabilizado no mesmo período de 2014, que foi de 34, 198 milhões de toneladas.

Considerando apenas o mês passado, o complexo santista escoou 9,46 milhões de toneladas – 4,5% a mais do que os 9,058 milhões de abril do ano anterior, mas 2,57% inferior aos 9,71 milhões de toneladas de abril de 2013.

O cais santista conseguiu ampliar suas operações mesmo com o incêndio nos seis tanques da Ultracargo, na Alemoa, em Santos, ocorrido de 2 a 10 de abril. No período (quase um terço do mês), os embarques e os desembarques de granéis líquidos no Píer da Alemoa foram interrompidos. E como as instalações atingidas pelas chamas ficam às margens do principal acesso rodoviário à Margem Direita do Porto, a Avenida Augusto Barata, o tráfego de caminhões nessa área ficou restrito. Dados da Codesp mostram que, nos nove dias de combate ao fogo, o movimento de veículos de carga em todo esse lado do complexo marítimo caiu cerca de 50%.

Diante desses problemas, alguns granéis líquidos até registraram quedas em suas operações. Mas o volume de contêineres e das demais mercadorias cresceu, o que garantiu os aumentos mensal e quadrimestral.

Esses dados constam do relatório operacional de abril do Porto, divulgado pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp, a Autoridade Portuária) na manhã de ontem.

O recorde no acumulado dos quatro primeiros meses do ano foi comemorado pelo ministro dos Portos, Edinho Araújo. “O aumento na movimentação de cargas em Santos e em outros (portos) públicos atesta o vigor do setor portuário brasileiro. E nos traz a certeza de que esse crescimento contribuirá em muito para a economia brasileira”, afirmou.

O diretor presidente da Codesp, Angelino Caputo e Oliveira, compartilha do otimismo do ministro. Para ele, os números do levantamento mostram que o cais santista retomou a recuperação de sua movimentação, após ter registrado uma queda de 2,6% em 2014, quando totalizou 111,1 milhões de toneladas. “Na análise do desempenho do Porto de Santos neste primeiro quadrimestre, apesar de uma pequena queda em março, o mês de abril recupera a tendência de crescimento verificada nos primeiros meses do ano, refletindo, inclusive, em mais uma marca recorde para o principal complexo portuário do país”.

Contêineres

Conforme o relatório da Docas, as operações de contêineres apresentaram crescimento no mês e no quadrimestre nos três critérios avaliados – em unidades, em TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) e em tonelagem.

Considerando o peso das cargas conteinerizadas, no quadrimestre, o Porto operou 12,93 milhões de toneladas, alta de 16,8%. Em unidades, foram 767,9 mil (+10,5%) e, em TEU, 1,19 milhão (+ 9%).

No mês, o resultado foi de 3,29 milhões de toneladas (+13,3%), que somaram 190,9 mil contêineres (+7,2%) ou 296 mil TEU (5,3%).

Na avaliação dos dois fluxos de comércio exterior, as exportações cresceram e foram preponderantes para os resultados obtidos. No acumulado do ano, elas totalizaram 24,99 milhões de toneladas, mais de dois terços do total, com uma alta de 5,2%. No mês, chegaram a 6,82 milhões de toneladas, 9% a mais e com participação semelhante.

A principal carga embarcada foi o complexo soja (em grãos e farelo), que somou 8,562 milhões de toneladas, com uma queda de 1,4% no quadrimestre. Analisando apenas abril, foram 3,298 milhões de toneladas, 15,8% a mais. O açúcar vem na vice-liderança, com 4,5 milhões de toneladas no acumulado do ano (+4,1%) e 777,89 mil toneladas no mês (7%).

As importações responderam por menos de um terço da tonelagem das cargas movimentadas pelo Porto tanto no quadrimestre como no mês. Foram 10,82 milhões de toneladas (+3,8%) e 2,63 milhões de toneladas, respectivamente.

Tráfego marítimo

O relatório da Codesp também traz informações sobre as escalas dos navios. De janeiro a abril, o complexo marítimo teve 1.718 embarcações atracadas, 0,6% a mais do que o mesmo período do ano passado. No mês passado, foram 422 cargueiros, um aumento de 1,7%.

A consignação média da carga em abril – a tonelagem total dividida pelo número de navios – cresceu 3,52%, chegando a 23,5 mil toneladas. São quase mil toneladas a mais, em média, em cada navio, na comparação com o mesmo mês do ano passado. O dado atesta um ganho na competitividade do Porto, que opera mais mercadorias por embarcação.

O valor das cargas operadas por Santos atingiu US$ 32,6 bilhões até abril, levando o complexo marítimo a responder por 25,8% da corrente de comércio dos portos nacionais. As exportações somaram US$ 15,2 bilhões (24,1 % do total nacional) e as importações, US$ 17,4 bilhões ( 27,6%).

O Porto de Santos e seus rebocadores

Os rebocadores estão entre as embarcações que atuam no Porto de Santos. Eles são utilizados nas operações de atracação e desatracação dos navios nos complexos marítimos. De dimensões pequenas mas de grande potência, foram projetados para empurrar e puxar embarcações, auxiliando nas manobras navais.

No caso de cargueiros e navios de passageiros, as manobras precisam de mais espaço. Em ambientes estreitos como o canal do estuário de Santos e na grande maioria dos acessos aquaviários a complexos marítimos, essas operações são difíceis. Para auxiliar nessas situações, é que são solicitados os rebocadores.

No cais santista, atualmente, estão em operação 14 rebocadores. São seis da Wilson Sons, cinco da Smit e três da Sulnorte. E quando necessário, outros podem vir de portos próximos, como o de São Sebastião.

Para realizar o serviço, essas embarcações ficam posicionadas entre o Armazém 39, na Ponta da Praia, e os Armazéns 5 e 6, no Centro da Cidade. As manobras podem ser realizadas no cais santista 24 horas por dia e levam, em média, 60 minutos.

A partir do momento em que o navio chega no Porto, os rebocadores são acionados e vão de encontro às embarcações para puxá-las até o berço de atracação. Essa operação é realizada pelo mestre do rebocador em parceria com o prático, profissional responsável por orientar as manobras no canal de navegação. O contato entre esses dois profissionais é feito por rádios transmissores durante todo o serviço. As equipes são compostas, em média, por seis pessoas, que se revezam em turnos.

Geralmente, cada operação conta com três rebocadores. Assim que são conectadas as cordas nos navios, o reboque começa. Após entrar no canal, os navios são levados até o berço de atracação reservado. No momento da atracação (ou da desatracação, na hora de zarpar), um dos rebocadores fica responsável por empurrar (ou puxar) a embarcação, para o navio atracar com segurança.

Os rebocadores podem ser divididos em dois grupos: os de porto e os de alto-mar. O primeiro engloba os modelos de pequeno porte, com motores de grande potência e alta capacidade de manobra. Eles são utilizados nos serviços de atracação e desatracação de grandes navios, além de transporte de pessoal e pequenas cargas. Já os de alto-mar têm grande porte e potência. São destinados à missões de socorro de embarcações avariadas, combate a incêndios e resgate de pessoal.

O Porto de Santos

O Porto de Santos iniciou suas atividades no princípio do século XVI, operando com estruturas rudimentares até 02 de fevereiro de 1892, quando foram inaugurados os primeiros 260 metros de cais construídos. Aquele modesto atracadouro tornava-se o primeiro Porto organizado do Brasil. Impulsionado pelas exportações de café, cresceu rapidamente, com grandes e freqüentes ampliações, e atravessou todos os ciclos de crescimento econômico do País.

Está localizado a apenas 60 quilômetros da região mais industrializada do hemisfério e também do maior mercado consumidor e produtor da América Latina, a Grande São Paulo, onde vivem mais de 20 milhões de pessoas. Essa localização privilegiada contribui para que o Porto de Santos tenha dimensão e representatividade no cenário nacional, tanto pelo seu passado direto e fortemente ligado ao processo de desenvolvimento brasileiro, quanto pelo seu presente e horizontes futuros.

O complexo Portuário Santista movimenta cargas de todos os estados brasileiros. É o maior exportador de açúcar e suco de laranja do mundo, destacando-se também nos embarques de café, soja, álcool, automóveis e produtos industrializados em geral. Responsável por mais de 1/4 da balança comercial brasileira, o Porto é o grande responsável por escoar a produção agroindustrial de São Paulo e dos estados de Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás.

É um dos principais pólos de atividades econômicas da região e o maior gerador de empregos da Baixada Santista, com ênfase para os municípios de Santos, Guarujá, São Vicente, Praia Grande e Cubatão, contribuindo, assim, para aquecer o mercado de trabalho e desenvolvimento regional.

O Semafórico

Com 75 anos de atuação contínua, o semafórico dedica-se a levantar dados sobre a movimentação de navios que freqüentam o Porto de Santos e fornece informações precisas e detalhadas aos seus clientes.

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